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Jorge Ben Jor

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Biografia

Jorge Duílio Lima Meneses (Rio de Janeiro, 22 de março de 1945[4] [5] ), conhecido como Jorge Ben e Jorge Ben Jor é umguitarrista, cantor e compositor brasileiro. Seu estilo característico possui diversos elementos, entre eles: rock and roll, samba,samba rock (termo que gosta de usar),[6] bossa nova, jazz, maracatu, funk, ska e até mesmo hip hop, com letras que misturamhumor e sátira, além de temas esotéricos. A obra de Jorge Ben tem uma importância singular para a música brasileira, por incorporar elementos novos no suingue e na maneira de tocar violão, com características do rock, soul e funk norte-americanos. Além disso, trouxe influências árabes e africanas, oriundas de sua mãe, nascida na Etiópia. [6]

Influenciou o sambalanço e foi regravado e homenageado por inúmeros expoentes das novas gerações da música brasileira, como Mundo Livre S/A, Os Paralamas do Sucesso, Racionais MC’s e Belô Velloso. Jorge Ben Jor explodiu com a música ‘“Mas Que Nada“ e logo em seguida ratificou seu talento com outro grande sucesso, “Chove Chuva“. Duas canções que nada tinham a ver com a bossa nova, nem com o samba. Os puristas achavam que sua música era moderna demais. Era difícil para os músicos da época acompanhá-lo, tanto assim que seus primeiros discos foram gravados com um conjunto que tocava jazz no Beco das Garrafas, o Meireles e os Copa 5

História
Carioca de Madureira, mas criado no Rio Comprido, Jorge Ben queria ser jogador de futebol e chegou a integrar o time infanto-juvenil do Flamengo. Mas acabou seguindo o caminho da música, presente em sua vida desde criança. Ganhou seu primeiropandeiro aos treze anos de idade e, dois anos depois, já cantava no coro de igreja. Também participava como tocador depandeiro em blocos de carnaval. Aos dezoito, ganhou um violão de sua mãe e começou a se apresentar em festas e boates, tocando bossa nova e rock and roll. É conhecido como Babulina, por conta da pronúncia do rockabilly “Bop-A-Lena” de Ronnie Self (apelido que Tim Maia tinha pelo mesmo motivo).[3] Seu ritmo híbrido lhe trouxe alguns problemas no início, quando a música brasileira estava dividida entre a Jovem Guarda e o samba tradicional, de letras engajadas. Ao passar a ter interesse pela música, o artista vivenciou uma época na qual a bossa nova predominava no mundo. A exemplo da maioria dos músicos de então, ele foi inicialmente influenciado por João Gilberto, mas desde o início foi bastante inovador.

O início com o sucesso de “Mas que Nada”
No início da anos 60 apresentou-se no Beco das Garrafas, que se tornou um dos redutos da bossa nova. Em 1963, ele subiu no palco e cantou “Mas que Nada” – que já tinha gravado como vocalista do conjunto do organista Zé Maria, para uma pequena plateia, que incluía um executivo da gravadora Philips. Dois meses depois, era lançado o primeiro compacto de Jorge Ben, que inclui ainda “Por Causa de Você Menina”. No mesmo ano lançou o primeiro LP, Samba Esquema Novo, acompanhado pelo conjunto de samba jazz Meirelles e os Copa Cinco.[7] Nessa época Jorge Ben Tornou-se unanime entre os críticos musicais da época, pois vinha com uma batida nova, o chamado Samba rock, que agradava ao mesmo tempo grupos extremos como a Bossa Nova e a Jovem Guarda. “Mas que Nada” foi seu primeiro grande sucesso no Brasil e também é uma das canções em língua portuguesa mais executadas nos Estados Unidos até hoje, na versão do pianista brasileiroSérgio Mendes com o grupo de hip hop norte-americano Black Eyed Peas. E também foi uma das poucas a obterem êxito neste país (como “Garota de Ipanema“), tendo ainda sido regravada por artistas como Ella Fitzgerald, Dizzy Gillespie, Al Jarreau, Herb Alpert, José Feliciano, Trini Lopez e Coldplay(Este, no festival Rock in Rio 2011). Outras composições como “Zazueira“ e “Nena Naná” fizeram relativo sucesso no país.

Era de Festivais e fase esotérica-experimental
Em 1968, Jorge Ben foi convidado para o programa Divino, Maravilhoso que Caetano Veloso e Gilberto Gil faziam na Tupi. Ele também participou de “O Fino da Bossa”(comandado por Elis Regina e Jair Rodrigues) e da Jovem Guarda (de Roberto Carlos). Nesta época, Jorge Ben obteve enorme sucesso com “Cadê Tereza?“, “País Tropical“, “Que Pena” e “Que Maravilha“, além de concorrer com “Charles, Anjo 45” no festival Internacional da Canção, da TV Globo, em 1969. Na década de 1970, venceria este festival com “Fio Maravilha“, interpretado por Maria Alcina. “País Tropical” também teve êxito, na voz de Wilson Simonal. Ainda nos anos 70, Jorge Ben lançou álbuns mais esotéricos e experimentais, como A Tábua de Esmeralda (1974), Solta o Pavão (1975) e África Brasil (1976). Embora não tenham obtido sucesso comercial, estes álbuns são considerados clássicos da música brasileira.

Mudança de nome e fase pop
Na década seguinte, Jorge Ben dedicou-se a divulgar suas músicas no exterior. Em 1989, ele mudou o nome artístico de “Jorge Ben” para “Jorge Benjor“, logo depois alterado para “Jorge Ben Jor“. Na época, foi dito que a mudança teria sido provocada pela numerologia, mas o mais plausível é que tenha ocorrido para evitar confusões com o músicoamericano George Benson, pois Jorge Ben estava começando a se tornar muito conhecido nos Estados Unidos na época.[8] Nesta nova fase, sua música tornou-se mais pop, ainda que com estilo groove. Sua música “W/Brasil (Chama o Síndico)“, lançada em 1990, estourou nas pistas de dança em 1991 e 1992, tornando-se uma verdadeira febre na época. A canção é também uma homenagem ao cantor Tim Maia. Além disso, foi realizada devido a um pedido pessoal de Washington Olivetto, proprietário da W/Brasil, que o pediu para criar uma música sobre a agência. Em 2004, Jorge Ben Jor lançou Reactivus Amor Est (Turba Philosophorum), primeiro álbum com canções inédita desde 1995. Ainda na ativa, seus shows costumam durar cerca de três horas, para plateias formadas principalmente por jovens. Fez uma participação especial no DVD 1000 Trutas, 1000 Tretas, do grupo de rap Racionais MC’s, onde cantou a música “Abenção Mamãe, Abenção Papai”.

Discografia
Estúdio
1963 – Samba Esquema Novo
1964 – Sacundin Ben Samba
1964 – Ben É Samba Bom
1965 – Big Ben
1967 – O Bidú: Silêncio no Brooklin
1969 – Jorge Ben
1970 – Força Bruta
1971 – Negro É Lindo
1972 – Ben
1973 – 10 Anos Depois
1974 – A Tábua de Esmeralda
1975 – Gil & Jorge: Ogum, Xangô
1975 – Solta o Pavão
1976 – África Brasil
1977 – Tropical
1978 – A Banda do Zé Pretinho
1979 – Salve Simpatia
1980 – Alô Alô, Como Vai?
1981 – Bem-vinda Amizade
1984 – Dádiva
1985 – Sonsual
1986 – Ben Brasil
1989 – Ben Jor
1993 – 23
1995 – Homo Sapiens
2004 – Reactivus Amor Est (Turba Philosophorum)
2007 – Recuerdos de Asunción 443
Ao vivo
1972 – On Stage
1975 – Jorge Ben à l’Olympia
1982 – Energia
1992 – Live in Rio
1993 – Mestres da MPB
2002 – Acústico MTV
2005 – Phono 73 – O canto de um povo
2007 – Coisa de Jorge

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